Os maiores operadores mundiais de transporte marítimo de contentores conseguiram aumentar os lucros no primeiro semestre do ano, apesar da descida das receitas, de acordo com os dados da Drewry, relativos às 16 empresas do “top” 20 do sector que revelam publicamente as contas.

SInes - Maersk Line

Para a consultora, a descida na facturação deve-se à lenta recuperação da procura e à queda do preço médio do frete. Já o ganho de eficiência financeira, a ponto de os lucros subirem, foi conseguido graças à racionalização de custos e, sobretudo, da descida do preço do petróleo.

Apenas duas das referidas 16 companhias, as asiáticas Yang Ming e Wan Hai, tiveram um aumento das receitas, ao passo que as restantes 14, responsáveis por 65% do transporte mundial de contentores, viram aquele indicador baixar 5% em média.

Já os lucros globais declarados subiram de 1 100 milhões de dólares (974,4 milhões de euros), na primeira metade de 2014, para 3 300 de dólares (2 929 milhões de euros), no mesmo período do exercício em curso.

Segundo a Drewry, nos dois períodos homólogos, os custos baixaram 11%, mais do que as receitas, que decresceram 7%.

A descida do preço do combustível foi o factor que mais contribuiu para este cenário. A consultora cita o caso da Maersk Line, cujas receitas caíram 6% no primeiro semestre, enquanto o custo com o combustível diminuiu 40%.

O grande desafio para o setor é, então, de acordo com os analistas, conseguir definir estratégias para aumentarem as receitas, para não estarem tão dependentes de factores que não controlam, como o preço do petróleo.

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