As organizações que integram o Comité Nacional de Transporte por Estrada (CNTC) espanhol tomarão, a partir de Setembro, “as medidas de mobilização que considerem necessárias” para manifestarem a “oposição frontal” à introdução de portagens em algumas estradas de Guipuzcoa a partir de Dezembro.

Portagens - Guipuzcoa

As portagens aprovadas serão cobradas a veículos com mais de 3,5 toneladas, tanto na estrada nacional N-1 (do País Basco até à fronteira com França) como na via rápida A-15 (Navarra-Guipuzcoa). A Fenadismer (Federação Nacional de Associações de Transporte de Espanha) estima que os mais de 7 000 camiões que circulam diariamente pelas duas vias paguem até dez euros de portagem.

O método de cobrança das portagens será semelhante ao usado em Portugal nas auto-estradas ex-Scut. Ou seja, com recurso a pórticos que detectam as passagens ao comunicarem com dispositivos instalados a bordo.

A CETM (Confederação Espanhola de Transporte de Mercadorias) considera, além disso, que portajar apenas os veículos de transporte de mercadorias com mais de 3 500 kg é “uma medida tremendamente discriminatória”.

A mesma entidade acrescenta que, apesar “de estratégico”, o sector do transporte rodoviário de mercadorias “já é, paradoxalmente, dos que mais cargas fiscais e laborais suporta”, pelo que a aplicação de novos impostos é “um grave injustiça”.

Os transportadores alertam ainda para o facto de a introdução de portagens ter reflexos “prejudiciais imediatos” na economia da região, pois “aumentará o preço final dos produtos”.

 

Comments are closed.