Os operadores de transporte marítimo de contentores deverão ter perdido em 2010 cerca de 5,2 mil milhões de dólares, prevê a Drewry Consultants. E não há sinais de melhoria.

Os prejuízos estimados para o exercício findo contrastam, e de que maneira, com os lucros recorde de 20 mil milhões de dólares gerados pelo sector ainda em 2010.

O excesso de oferta de capacidade, a fraca procura nas principais linhas Leste-Oeste e a “guerra” de tarifas pela conquista/manutenção de quotas de mercado são as principais causas da situação invocadas pela Drewry.

De facto, os principais players do sector – e desde logo a Maersk e a MSC – aumentaram substancialmente a capacidade das respectivas frotas. Ao invés, os fretes no mercado spot chegaram a níveis abaixo de zero, descontadas as sobretaxas. E as dificuldades da economia europeia reduziram em muito os fluxos de carga entre a Ásia e o Velho Continente.

Para o ano corrente, a Drewry não avança qualquer previsão de resultados, mas sublinha que se nada de substancial for alterado no sector, as reservas de “cash” das operadoras esfumar-se-ão algures no segundo semestre.

Com a entrega de muitos, e grandes, novos navios ao longo de 2012, a estratégia de imobilização de activos por parte dos operadores será determinante para a obtenção, ou não, de resultados positivos no exercício, avisa a consultora.

Para já, sublinha, os fundamentais da procura nos tráfegos Leste-Oeste não são suficientemente fortes para promoverem uma restauração dos fretes de modo sustentado. E um frete de 1 100 dólares/FEU no Ásia-Europa não garante o break-even, conclui a Drewey.

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