Numa amostra de cinco companhias, a margem operacional média caiu de 13% no primeiro trimestre de 2010, para -1% entre Janeiro e Março deste ano, sublinha a Alphaliner.

A amostra referenciada pelos analistas franceses integra a Maersk Line, a Hapag-Lloyd, a APL, a Hanjin Shipping e a CSAV. Entre elas, as margens operacionais variam entre os 7% (no caso da Maersk) e os -13% (no caso da CSAV).

O facto é que das cinco apenas a número um mundial conseguiu resultados operacionais expressivos, acima dos 400 milhões de dólares, melhores do que os alcançados no último trimestre de 2010 e muito melhores do que os do trimestre homólogo do ano transacto.

A Hapag-Lloyd ainda obteve um resultado operacional positivo marginal, mas a APL, a Hanjin e sobretudo a CSAV regressaram ao vermelho.

O pior, sublinha a Alphaliner, é que a tendência será para… piorar no segundo trimestre, à medida em que as companhias não reduzem a sua oferta de capacidade nem conseguem aumentar os fretes.

Os aumentos de 200-300 dólares/TEU no FE-Europa anunciados para Maio foram entretanto adiados para Junho, por causa da resistência do mercado, afirma a consultora.

A situação não é melhor no trans-Pacífico, acrescenta, até porque os contratos para 2011-2012, renovados este mês, terão sido rubricados com tarifas mais baixas do que as previstas nos contratos assinados no ano passado.

O facto de nem todos os operadores estarem a sofrer na mesma extensão com as dificuldades do mercado poderá ter também um efeito perverso, na opinião dos analistas de Paris, uma vez que os menos afectados poderão resistir a uma acção concertada para reduzir a oferta de capacidade.

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