O transporte marítimo de contentores deve juntar-se à revolução digital ou enfrentar a marginalização, sentencia um novo relatório do Boston Consulting Group.

“O digital abre a porta para que as operadoras fortaleçam suas relações directas com os clientes finais, reduzam ainda mais os seus custos (incluindo combustível, operação de embarcações e atendimento ao cliente) e procurem novas fontes de receita além dos tradicionais serviços de transporte marítimo”, refere o relatório.

A consultora indica que apenas as transportadoras líderes já aplicaram tecnologias digitais para melhorar as suas actividades comerciais e operacionais. O rastreamento de contentores, o reposicionamento de contentores vazios, a gestão de documentos, o design de rede e preços estão entre as actividades que essas companhias começaram a digitalizar.

“Não é tarde de mais para começar. A indústria ainda está nos estágios iniciais da digitalização e a maioria dos operadores ainda não conseguiu um progresso significativo. As transportadoras que abordarem a transformação digital com a ambição, os recursos e a escala adequados podem saltar para a frente. Dentro de 18 meses, podem conseguir uma mudança gradual das suas capacidades digitais que reforce a sua vantagem competitiva. As vitórias rápidas são realizáveis ​​dentro de 12 meses”, indicam desde o Boston Consulting Group.

Concorrência de “atacantes digitais”

As operadoras enfrentam a ameaça crescente do que a consultora descreve como “atacantes digitais”. Uma das ameaças mais fortes, segundo a mesma fonte, é de operadores que têm a tecnologia digital como base para um modelo de negócio sem activos que lhes permite competir com uma base de custos muito menor.

Reconhecendo essa oportunidade, o gigante de comércio electrónico Amazon obteve uma licença, já no início de 2016, da Comissão Marítima Federal dos EUA para operar como NVOCC no tráfego entre a China e os EUA.

Também as startups estão a ganhar força. A Flexport é citada como um exemplo no relatório.

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