A situação do transporte rodoviário de mercadorias agravou-se substancialmente no terceiro trimestre do ano passado, com uma quebra de 8% na tonelagem e de 12,8% nas toneladas-km, divulgou o INE.

O resultado do terceiro trimestre contrasta com as taxas de crescimento verificadas nos dois trimestres anteriores, ainda que se notasse um abrandamento do ritmo de crescimento. Considerando a tonelagem transportada, o INE reportou uma subida de 6% no primeiro trimestre, e de 2,6% no segundo. Em ton-km, os crescimentos homólogos foram de 24,4% e 17%, respectivamente.

O tráfego internacional foi o mais penalizado, entre Julho e Setembro, com quebras de 12,8% em toneladas e de 14% em ton-km.

Com as exportações em alta e as importações em declínio, os operadores nacionais de transporte rodoviário de mercadorias carregaram mais mercadorias em Portugal do que no estrangeiro, tendo alcançado uma taxa de cobertura de 104,4%. Destacaram-se os casos de Itália (onde o superavit chegou aos 375,2%), de França (191,2%)) e da Alemanha (138,4%).

Os transportadores profissionais, por conta de outrem, não escaparam à crise mas conseguiram, apesar de tudo, limitar as perdas, e com isso aumentar a sua quota de mercado. Cederam 2,9% na tonelagem transportada (36 milhões de toneladas num total de 54 milhões) e 12,6% nas ton-km (6,9 mil milhões num total de 7,9 mil milhões).

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