O movimento de mercadorias nos portos e na ferrovia nacionais caiu no primeiro trimestre do ano face ao período de 2017, divulgou hoje o INE. A carga aérea cresceu e a rodoviária manteve-se.

Nos portos, os dados do INE confirmam os números já avançados pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), agora com a inclusão dos dados referentes às regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

Entre Janeiro e Março, os portos nacionais processaram 21,4 milhões de toneladas (menos 9,8%). Sines, principal motor do crescimento verificado nos últimos anos, foi agora a principal causa da baixa. Entre os principais, só Setúbal cresceu e Lisboa manteve-se sobre a linha de água. Na Madeira e nos Açores os resultados foram igualmente negativos.

Carga aérea sobe 8,7%

Nos aeroportos, o movimento de carga e correio cresceu ainda no primeiro trimestre, mas menos que o conseguido no último trimestre de 2017.

No final de Março, o acumulado era de 44,7 mil toneladas, mais 8,7% em termos homólogos, mas significativamente abaixo dos 17,1% de subida alcançados entre Outubro e Dezembro do ano passado.

O abrandamento foi especialmente sentido nos embarques, que cresceram 8% (21% no trimestre anterior), mas notou-se também nos desembarques: 9,3% contra 13%.

Ferrovia recua 1,5%

Na ferrovia, o transporte de mercadorias ficou-se pelos 2,5 milhões de toneladas. Uma quebra homóloga de 1,5% que contrasta com os ganhos de 8,3% e 7,1% verificados, respectivamente, nos quarto e terceiro trimestres de 2017, assinala o INE.

Do mal o menos, olhando para a produção de transportes, medida em toneladas-km, a quebra foi menor, ficando-se pelos -0,5%. Ainda assim, é de salientar que a produção cresceu no último trimestre do ano findo acima da tonelagem (maia 10,3%).

Rodovia mantém-se

O crescimento do tráfego internacional impediu um resultado negativo do transporte rodoviário de mercadorias no primeiro trimestre. Cresceu 0,1% e atingiu os 41,3 milhões de toneladas.

O transporte internacional ganhou 8,4% e chegou aos sete milhões de toneladas, enquanto o transporte nacional perdeu 1,5% e fez  34,2 milhões de toneladas.

Em termos de toneladas-km (9,1 mil milhões até ao final de Março), o primeiro trimestre foi negativo em 3,2%, aqui com o transporte internacional a ceder mais (-3,9%) que o doméstico (-1,7%), assinala o INE.

 

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  1. Por culpa exclusiva do desgoverno da geringonça e da falta de competitividade fiscal e económica do nosso país que não consegue atrair investimento, ainda não se começou construir a nova base hub da DHL no aeroporto Lisboa para servir a carga aérea para os PALOP, por culpa da ANA / VINCI que tem o monopólio, vergonha !

  2. Por culpa exclusiva do desgoverno da geringonça e da falta de competitividade fiscal e económica do nosso país que não consegue atrair investimento, ainda não se começou construir a nova base hub da DHL no aeroporto Lisboa para servir a carga aérea para os PALOP, por culpa da ANA / VINCI que tem o monopólio, 1 vergonha !