As principais companhias de transporte marítimo de contentores deverão registar ligeiros lucros em 2017, após terem fechado o ano passado com prejuízos, de acordo com a consultora Drewry.

MSC Livorno

Simon Heaney, director-chefe de pesquisa da consultora, indicou, durante um seminário on-line, que houve grande variação nas margens de lucro operacional entre as operadoras nos últimos anos, uma tendência que o executivo prevê que continue.

“Pensamos que a ampla diferença de margens de lucro vai ser de novo tendência em 2017; a única diferença é que haverá mais vencedores do que perdedores”, referiu. “O sucesso relativo de cada transportadora dependerá da sua exposição às rotas menos e mais rentáveis, bem como das suas despesas operacionais”, acrescentou Heaney.

O especialista salientou ainda que, embora a Drewry esteja optimista em relação a 2017, um pico nos custos do bunker ou uma guerra de preços numa das principais rotas “poderia condenar muitas das companhias a mais um ano de perda”.

De acordo com o American Shipper, as companhias de transporte marítimo de contentores registaram, no seu conjunto, um prejuízo operacional de 3,5 mil milhões de dólares (3,18 mil milhões de euros) em 2016, mas terão um lucro operacional entre 1,5 mil milhões (1,36 mil milhões de euros) e 3,3 mil milhões de dólares (três mil milhões de euros) em 2017, dependendo do quanto os preços médios dos fretes melhorem.

O director de pesquisa de contentores da Drewry, Neil Dekker, observou que o quarto trimestre de 2016 viu um aumento na procura de transporte de contentores. Em relação à totalidade do ano, a procura subiu 2,2% no ano passado.

Ligeiro crescimento da procura

“Para 2017, estamos à espera de um ligeiramente crescimento na procura”, prevê Dekker.

Em termos de frota, as expectativas da Drewry são de um crescimento a rondar os 2,2%, de acordo com a mesma fonte. Maersk, CMA CGM e Costamare atrasaram a entrega de alguns novos navios para 2018. “A carteira de encomendas está morta”, salienta Neil Dekker.

No primeiro trimestre de 2017, os preços médios dos fretes registados pelo Drewry East-West Freight Rate Index caíram cerca de 20%. Simon Heaney adverte, porém, que não se devem retirar grandes conclusões de tal queda, dado que esta tendência descendente no início do ano foi semelhante à registada em igual período de 2015 e 2016.

Quando comparados em relação ao ano anterior, os preços dos fretes no primeiro trimestre de 2017 foram cerca de 40% superiores a 2016 e 20% menores do que no primeiro trimestre de 2015.

 

 

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