O novo Governo é o maior de sempre, com 20 ministros e 50 secretários de Estado. Mas nenhum é dos Transportes.

Jorge Delgado, nas Infraestruturas, e Eduardo Pinheiro, na Mobilidade, ambos secretários de Estado, serão, tudo o indica, os interlocutores privilegiados dos transportes no 22.º Governo Constitucional, a avaliar pelas escolhas de António Costa conhecidas hoje.

Jorge Delgado mantém-se como secretário de Estado das Infraestruturas no Ministério das Infraestruturas e Habitação, ainda liderado por Pedro Nuno Santos, enquanto Eduardo Pinheiro será secretário de Estado da Mobilidade, na equipa de João Pedro Matos Fernandes no Ministério do Ambiente e da Acção Climática.

Jorge Delgado, recorde-se, antes de entrar para o Governo, em Fevereiro passado, era presidente da Metro do Porto, tendo antes sido presidente não executivo da STCP e da TIP.

Já Eduardo Nuno Rodrigues e Pinheiro transita directamente da Câmara Municipal de Matosinhos, onde era (é) vice-presidente do Executivo.

As orgânicas dos ministérios não são ainda conhecidas, mas sendo certo que o Ministério do Mar deixará de abranger o sector marítimo-portuário, tudo indica que ele passará para a alçada das Infraestruturas. Que assim concentrará todos os modos de transporte.

Resta saber como organizará Pedro Nuno Santos a divisão de tarefas com Jorge Delgado. Isto porque o ministro, mais do que o secretário de Estado, esteve particularmente activo, nos últimos meses, em dossiers como os da CP e EMEF, sem esquecer a processo negocial entre a ANTRAM e os sindicatos de motoristas.

O 22.º Governo Constitucional integrará 70 elementos, contando António Costa, 19 ministros e 50 secretários de Estado. Mas ainda não será desta que os Transportes terão a pasta tantas vezes reclamada.

 

This article has 2 comments

  1. Assim se vê a incompetência da geringonça do PS, somos o país com piores acessibilidade da UE, nomeadamente, ferroviárias, portuárias e aéreas, tivemos por culpa do PS os piores ministros e secretários estado nesta área e agora nem ministro temos, “palavras para q ?, que vergonha !

  2. Daniel Ferrão

    Concordo consigo. Ainda assim, vale a pena recordar que o sector dos transportes deixou de ter um ministério próprio em 2011, logo no Governo de Passos Coelho…