Enquanto se aguarda ainda a nomeação do presidente do conselho de administração comum ao Metropolitano de Lisboa e à Carris, o Governo avança com a acumulação de funções à Transtejo e à Soflusa.

De acordo com o decreto-lei publicado em Diário da República, serão cinco os administradores executivos a acumularem – sem ganharem mais por isso – a gestão de todos os operadores públicos de transportes colectivos de Lisboa.

O Executivo justifica a medida com os ganhos de eficácia na gestão da intermodalidade. Mas também com as poupanças resultantes da redução do número de administradores, de 13 para apenas cinco.

Acontece que actualmente são apenas três os administradores em exercício de funções. Falta, desde logo, o presidente, que o Governo não substituiu desde que afastou Silva Rodrigues, por causa do “caso” dos swaps.

A concentração da gestão de todas as empresas num único CA é também um passo mais no sentido da criação da Transportes de Lisboa, a empresa que aglutinará os quatro operadores públicos.

O mandato do conselho de administração cessará quando forem formalmente extintas as empresas actuais e criada a nova entidade.

O Executiva propõe-se subconcessionar os serviços de transportes públicos actualmente assegurados pelas quatro empresas públicas da capital.

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