Gianluigi Aponte, líder da MSC, Emanuele Grimaldi, do Grupo Grimaldi, e Vincenzo Onorato, presidente da Moby Lines, anunciaram a constituição da Compagnia Italiana di Navigazione para recuperarem a Tirrenia, em processo de privatização.

A nova empresa será independente dos grupos liderados pelos seus fundadores. Nenhum dos fundadores terá a maioria do capital, anunciaram em comunicado. Os três armadores confiam que a sua experiência no sector será uma mais-valia devidamente apreciada pelas partes envolvidas no processo da Tirrenia.

A Tirrenia opera serviço ro-pax entre os principais portos italianos e ligações com a Sicília, Sardenha, Tunísia, Albânia e Croácia. Emprega cerca de 3 500 trabalhadores e nos últimos vem acumulando prejuízos que elevaram o seu passivo até cerca dos 520 milhões de euros.

Em Agosto passado, o governo de Sílvio Berlusconi decidiu desistir da privatização da empresa, depois de a Mediterranea Holding di Navigazione, candidata à compra, ter falhado a data-limite para assinar o contrato de compra. A Mediterranea propunha-se pagar 25 milhões de euros, além de assumir o passivo.

Agora surge esta iniciativa dos três armadores italianos, todos de origem napolitana. Ainda se desconhecem, porém, os contornos da sua proposta de salvamento da Tirrenia.

A MSC é número dois mundial no transporte marítimo de contentores e um player de primeira linha no shipping de cruzeiros. O Grupo Grimaldi desenvolve a sua actividade no short sea europeu e no deep sea nas relações entre a Europa, África e as Américas. A Moby Line opera essencialmente no mar Tirreno, com serviços ro-pax.

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