A capacidade combinada da frota inactiva de porta-contentores aproxima-se rapidamente do milhão de TEU, o valor mais elevado desde a crise financeira mundial de 2008, sublinha a Alphaliner.

Triple-E

Entre os 263 navios (com um total de 934 700 TEU) parados por falta de trabalho, 23 são de 7 500 TEU ou mais e há mesmo entre eles um Triple-E de 18 000 TEU da Maersk Line.

Este mega-navio da companhia dinamarquesa estará inactivo nas próximas seis semanas devido aos cancelamentos de saídas no Ásia-Europa por parte da Aliança 2M (Maersk-MSC).

Ainda na semana passada, o grupo Maersk reviu em baixa o seu “outlook” para este ano (de 2,2 mil milhões para 1,6 mil milhões de dólares de lucros), pelo efeito combinado da quebra da procura e do nível dos fretes.

A imobilização de um porta-contentores de 18 000 TEU é sintomática da difícil situação da difícil situação que se vive no Ásia-Europa, com um excesso de capacidade e as tarifas em mínimos, segundo a Alphaliner.

Esta posição é corroborada pela consultora SeaIntel. “É um indicador da severidade dos desafios que a indústria tem em termos de sobrecapacidade, especialmente na rota Ásia-Europa, onde o crescimento negativo da procura foi sublinhado com a chegada da nova geração dos mega-navios porta-contentores. Caso a situação não mude, não será surpresa se houver mais períodos curtos de inactividade antes do pico do pré-Ano Novo Chinês”, afirmou, citado pelo “Splash 24/7”, o CEO da SeaIntel, Lars Jensen.

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