O operador turístico TUI acordou a venda de 11,33% do capital da Hapag-Lloyd ao consórcio Albert Ballin, por 315 milhões de euros.

Com este negócio, a TUI reduz a sua posição na transportadora, de 49,8% para 38,47%, ao passo que o consórcio alemão, que já detinha 50,2% da companhia, aumenta a sua posição para 61,5%.

Mantém-se entretanto o anúncio da Oferta Pública Inicial (IPO) da Hapag-Lloyd para 15 de Abril próximo. O objectivo é dispersar em Bolsa cerca de 15% do capital da empresa, uma operação que poderá render um encaixe de entre um e 1,5 mil milhões de euros.

O grupo TUI deverá aproveitar a oportunidade para reduzir ainda mais a sua participação na empresa, número cinco mundial no transporte marítimo de contentores, que no ano passado regressou aos lucros.

Dependendo do resultado da IPO, o negócio agora anunciado entre a TUI e o consórcio Albert Ballin poderá subir ainda uns 35 milhões de euros.

O consórcio Albert Ballin integra o governo de Hamburgo, a M.M. Warburg, o HSH Nordbank e Klaus-Michael Kuehne. Não se sabe ainda se o consórcio, ou algum dos seus membros, aproveitará também o IPO para reduzir o seu investimento. Mas da mesma maneira que não foi divulgado quem, dentro do consórcio, comprará a posição agora alienada pela TUI.

Recorde-se que o consórcio foi constituído quando a TUI decidiu vender a Hapag-Lloyd para se centrar no negócio do turismo. Na altura as coisas não correram como planeado, com o eclodir da crise, e a TUI não só não conseguiu vender tudo o que pretendia como foi “obrigada” a injectar liquidez no armador. Até agora.

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