Sem propostas de compra firmes para os 38,4% que detém na Hapag-Llloyd, o grupo Tui opta por adiar o desinvestimento, à espera de um mercado mais estável. No limite, o controlo da companhia pode fugir ao consórcio Albert Ballin e aos alemães.

O fundo estatal de Omã, que chegou a ser dado como tendo fechado negócio, desistiu da compra porque tem agora outras prioridades. Os vários grupos da R.P. China e de Singapura que mostraram algum interesse no armador alemão tardam em formalizá-lo com a apresentação de uma proposta concreta.

Com os fretes de novo em baixa e os custos a continuarem a subir, o mercado mundial de transporte marítimo de contentores não está convidativo para grandes investimentos, e o grupo Tui não pretende vender a qualquer preço.

Em consequência, segundo avança a “Reuters” citando fontes conhecedoras do processo, o grupo turístico estará disposto a esperar por uma melhor oportunidade, seja para vender a um investidor, seja para colocar em Bolsa as acções que detém.

O processo de desinvestimento poderá mesmo deslizar para o próximo ano. Sendo que em Janeiro o grupo Tui poderá exercer a opção de vender a sua posição ao consórcio Albert Ballin, que detém o restante capital da Hapag-Lloyd. Caso aquele grupo de investidores alemães não tenha condições para comprar a posição, o grupo Tui poderá vendê-la a terceiros e o consórcio ficará obrigado a vender outros 12%, nas mesmas condições, ao comprador, para lhe garantir uma maioria de controlo.

Ou seja, no limite a Hapag-Lloyd poderá vir ainda a cair em mãos de não-alemães, coisa que desde o início se tem tentado evitar.

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