A Uber reconhece que errou na forma como tentou entrar no mercado espanhol e aposta agora em colaborar com as autoridades. Mas insiste na necessidade de mudar a regulação do sector.

Uber

Em declarações à imprensa do país vizinho, o director-geral da Uber reconhece agora que o mercado espanhol não estava “maduro” para acolher a oferta da UberPop. E que teria andado melhor se apostasse antes na UberX, que liga condutores profissionais, com licença, e que opera sem problemas em muitos países da Europa e não só.

Proibida de operar com a UberPop em Espanha, por ordem judicial, desde Dezembro do ano passado, a Uber decidiu agora suspender também o serviço UberEat, de distribuição de refeições, lançado em Fevereiro, em Barcelona.

A prioridade é, agora, concentrar os esforços em Madrid, nas negociações com as autoridades, para as ajudar a alterar o enquadramento regulamentar do sector, em particular no que toca à liberalização da concessão de licenças.

Carlos Lloret insiste, no entanto, nas vantagens das soluções Uber, para a mobilidade, para a economia e para a criação de emprego. Em Espanha, garante, poderão ser assim criados 30 mil empregos autónomos.

Um documento agora divulgado pela companhia trata de demonstrar essas mesmas vantagens, na Europa como nos EUA ou na China.

 

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  1. José Carlos Ferreira Pereira

    O que a uber quer é destruir o sector do taxi, e depois ficar com o controle do transporte de passageiros em automóveis ligeiros, abram os olhos e vejam o que a uber fez em Londres a quando da greve do metro aumentou os preços em 2,9 vezes mais caro e prova desse desrespeito pelos valores humanos foi o que a uber fez agora em Paris a quando dos atentados e quando as pessoas estavam desesperadas para sair da zona em perigo a uber fechou o sinal em paris e os taxistas andaram a transportar as pessoas gratuitamente, por favos não se deixem levar por estes oportunistas