A Justiça francesa condenou, ontem, a Uber França a indemnizar a União Nacional dos Táxis por não obrigar os seus motoristas a regressarem à sede da empresa no fim de cada serviço. Essa obrigação está prevista na lei para evitar a recolha de passageiros na rua.

Taxis - Paris

A União Nacional dos Táxis queixou-se aos tribunais de que os motoristas da Uber nem sempre cumpriam aquela obrigação e destacou a ambiguidade das indicações dadas pela empresa aos seus colaboradores, algumas das quais patentes em vídeos disponíveis no Youtube.

Em Dezembro de 2014, o Tribunal do Comércio já havia obrigado a Uber a “retirar os seus suportes de comunicação em que referia ser lícito estacionar numa via pública à espera de clientes sem ser titular de uma autorização reservada aos táxis”, sob pena de ser multada. Esta quarta-feira chegou a decisão final e a respectiva multa.

Os taxistas franceses, que, como um pouco por todo o mundo, se têm mobilizado contra serviços de empresas como a Uber, obtêm, assim, mais uma vitória em tribunal. Em 2014, o Tribunal Correccional de Paris condenou a Uber França a pagar 100 000 euros, elevados em Dezembro último a 150 000 após apelo, por “prática comercial fraudulenta” com a plataforma low-cost Uberpop. Este serviço, que põe em contacto clientes e motoristas não profissionais, está proibido em França desde Janeiro de 2015, tendo a Uber decidido suspendê-lo em Julho.

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