O Tribunal Cível de Lisboa determinou o encerramento imediato de todas as actividades da Uber em Portugal. A Antral, associação dos taxistas, diz-se satisfeita e quer agora ser indemnizada.

Uber

A decisão do tribunal foi dada a conhecer, parcialmente, através de um comunicado da Antral, que interpôs uma providência cautelar contra as actividades da Uber.

De acordo com a citação do comunicado, a Uber fica obrigada a encerrar a actividade de transporte em Portugal, e bem assim a retirar o site e a app do mercado nacional.

A Uber começou a operar em Lisboa em Junho do ano passado e entretanto alargou a oferta ao Porto.

Desde a primeira hora que a Antral contestou a actuação da empresa norte-americana, reclamando a intervenção das autoridades. Há poucos dias apenas deu entrada na Assembleia da República exigindo a proibição da Uber.

Também recentemente, o presidente do IMT, João Carvalho, disse no Parlamento que os serviços prestados pela Uber “violam as disposições das leis dos transportes”, instando o Governo e a Assembleia a legislarem sobre a matéria.

No comunicado em que anuncia a decisão judicial, a Antral sublinha a sua satisfação por ter visto aceites todos os seus argumentos. Ao “Público”, o presidente da associação deu conta da intenção de avançar agora com um pedido de indemnização contra a Uber por alegadas perdas.

Com origem nos EUA, a Uber tem sido fortemente contestada pelos taxistas na Europa, sendo já vários os países que proibiram a sua actividade.

Por cá, por cada dia que não cumpra a decisão do tribunal, a Uber incorrerá numa multa de dez mil euros.

 

 

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