A norte-americana Otto, que foi comprada, no Verão, pela Uber Technologies, por 680 milhões de dólares (623 milhões de euros), realizou o primeiro serviço de entregas com um camião de condução autónoma. O cliente foi o grupo cervejeiro americano Anheuser-Busch.

O serviço em causa foi o transporte de milhares de latas de cerveja Budweiser, num percurso de 120 milhas (cerca de 193 quilómetros), na estrada I-25, no Colorado, nos Estados Unidos. Ao longo do percurso, o motorista limitou-se a supervisionar a operação, a partir da cama na cabine.

Os defensores da condução autónoma no transporte de mercadorias sustentam que esta permitirá reduzir o número de vítimas de sinistralidade rodoviária ao diminuir o número de horas de condução dos motoristas. De acordo com os dados da Otto, 94% dos acidentes mortais são causados por erro humano.

A companhia aponta também vantagens ambientais à tecnologia, pois, garante, reduz as emissões de CO2 em estrada em 28%.

Desde a Otto salientam ainda que a condução autónoma permite resolver o problema de falta de motoristas que afecta o sector do transporte rodoviário de mercadorias nos Estados Unidos.

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