A Comissão Europeia e a US Transportation Security Administration (TSA) chegaram a acordo sobre o reconhecimento mútuo dos respectivos sistemas de segurança e controlo da carga aérea.

O acordo, que entra em vigor de imediato, eliminará a duplicação de equipamentos e procedimentos, com as poupanças de tempo e dinheiro daí decorrentes, sublinharam ambas as partes. A IATA e a AEA, representantes das companhias aéreas, apressaram-se a saudar a iniciativa.

Nos últimos meses, as autoridades europeias e norte-americanas avaliaram e compararam os respectivos procedimentos de segurança, para concluírem que ambos garantem níveis semelhantes de segurança e fiabilidade. Em consequência, a partir de agora as companhias que voem da Europa para os EUA não terão já de adoptar os procedimentos dos “States” mas terão, outrossim, de cumprir na totalidade os procedimentos impostos por Bruxelas.

Na inversa, as companhias que voem a partir dos EUA para os 27, cumprindo as regras norte-americanas não terão de fazer adaptações nos seus procedimentos, uma vez que as regras norte-americanas são consideradas equivalentes às que Bruxelas impõe às companhias com origem em países terceiros.

Este reconhecimento mútuo dos sistemas de segurança aplicados à carga aérea na Europa e dos EUA evita a duplicação de equipamentos e de procedimentos, com os custos daí decorrentes em dinheiro e tempo.

Os EUA são o primeiro destino das cargas europeias exportadas por via aérea, e do mesmo modo a união Europeia é o primeiro mercado para as exportações por via aérea dos EUA.

Com o acordo agora firmado, as companhias aéreas deixarão de ficar obrigadas, presume-se, ao “100% screening” que Washington se propõe impor a todas as cargas destinadas aos aeroportos do Tim Sam.

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