A Kuehne + Nagel, a Panalpina e a Schenker foram os grupos mais castigados, hoje, pela Comissão Europeia, por práticas de concertação de preços e sobretaxas.

Foram 14 as companhias punidas e 169 milhões de euros o montante global das multas aplicadas. Mas poderiam ter sido mais. Os grupos DHL/Deutsche Post e Exel (entretanto adquirido por aquele) também estiveram envolvidos, mas beneficiaram de um perdão a 100%, por terem denunciado o esquema e ajudado às investigações. E vários outros implicados viram as suas multas reduzidas, entre 5% e 50%, em função do tempo de participação nos cartéis.

Em causa estão quatro cartéis, visando essencialmente os fluxos de mercadorias entre a Europa e os EUA e entre a China/Hong Kong e a Europa.

Num caso, os transitários envolvidos combinaram entre si a cobrança de uma sobretaxa pela introdução da declaração electrónica de exportação no Reino Unido, a partir de 2003. Noutro, os implicados concertaram uma sobretaxa relativa ao sistema de manifesto antecipado implementado pelos EUA, em 2003-2004.

Um terceiro cartel esteve relacionado com a combinação do CAF (Currency Adjustment Factor); e o quarto visou a cobrança de sobretaxas de estação alta. Em ambos os casos, eram visadas as cargas da China e Hong Kong destinadas à Europa.

O grupo Kuehne + Nagel foi agora o mais penalizado pela Comissão Europeia, com uma multa global de cerca de 50 milhões de euros. O grupo Panalpina terá de pagar cerca de 47 milhões. E o grupo Schenker/Deutsche Bahn pagará perto de 35 milhões.

Além destes, também foram condenados a UPS Supply Chain Solutions, a CEVA, a UTi Worldwide, a Agility, a DSV Air & Sea, a Hellmann e a Expeditors, entre outros.

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