A Comissão Europeia concluiu que o óleo de palma não é um combustível respeitador do meio ambiente e que o seu uso contribui para a desflorestação.

Em consequência, a incorporação de óleo de palma no biodiesel será reduzida a partir de 2023, com o objectivo de eliminá-la em 2030.A decisão adoptada pela União Europeia será revista em 2021. Entretanto, o Parlamento Europeu decidirá sobre a medida na quinta-feira (dia 21).

A proposta de Bruxelas tem, porém, algumas excepções, para acalmar países produtores de óleo de palma, como a Malásia, a Indonésia e a Colômbia. Isso significa que continuará a ser aceite como combustível sustentável para o transporte rodoviário.

A associação ambientalista europeia Transport & Environment sustenta que os combustíveis do futuro não devem ter como base alimentos, mas antes resíduos, detritos e electrões. A entidade considera, de resto, o acordo apenas “uma vitória parcial”, pois a meta não terá sido alcançada enquanto a soja e parte do óleo de palma forem qualificados como sustentáveis.

Actualmente, a União Europeia é o segundo maior importador mundial de óleo de palma bruto. 70% dos europeus opõem-se ao seu uso no diesel e mais de 65 mil cidadãos participaram da consulta pública antes da decisão da Comissão Europeia.

Um estudo que foi tomado como referência explica que o biodiesel de óleo de palma é três vezes mais poluente do que o normal, enquanto o biodiesel de soja é duas vezes mais poluente. A crescente procura de biocombustíveis como aqueles componentes leva à desflorestação, especialmente em regiões tropicais.

 

 

Comments are closed.