Se a nova Eurovinheta é de aplicação voluntária por cada estado-membro, o mesmo já não acontecerá com a nova taxação mínima que a Comissão Europeia se estará a preparar para impor até 2016.

A ideia é introduzir de forma gradual um regime de taxas de circulação comum, obrigatória e mínima para todos os veículos pesados em todos os países da União Europeia. O cálculo dessa taxa deverá contemplar a internalização dos custos externos gerados pela actividade transportadora, no tocante à manutenção das infra-estruturas e à poluição sonora e atmosférica.

A “novidade” foi dada por um assessor da Direcção Geral de Mobilidade e Transportes da Comissão Europeia, em Madrid, no decurso de uma sessão dedicada à nova directiva Eurovinheta.

A criação da nova taxa de circulação estará em linha com o previsto na nova versão do Livro Branco, que de novo aposta na transferência das cargas da rodovia para outros modos mais “limpos”, sublinhou Vicenç Pedret.

Pedret tratou, todavia, de desfazer mal-entendidos sobre o que é que se pretende quando sa fala na transferência modal das cargas. E explicou: o transporte rodoviário é o modo dominante e o mais eficiente e em 2050 continuará a sê-lo, ainda que se atinjam os objectivos do Livro Branco.

“Se se fala em atingir em 2030 uma transferência de 30%, isso apenas significa que o transporte rodoviário crescerá 33% em vez de 40%. Do mesmo modo, a transferência de 50% no horizonte de 2050 simplesmente fará com que o sector rodoviário cresça 53% em vez de 58%”, rematou.

Comments are closed.