O Reino Unido pretende estabelecer até dez “portos francos” para impulsionarem o crescimento a saída da União Europeia a 31 de Outubro.

Portos e aeroportos de todo o país serão convidados pelo governo britânico a candidatarem-se a ser “portos francos”.

Os “portos francos” serão concebidos como hubs para negócios e companhias de comércio, tanto de produtos como de serviços. Os portos e aeroportos seleccionados poderão, de acordo com Londres, ficar isentos de alguns procedimentos burocráticos, além de que terão benefícios alfandegários e fiscais.

O conceito visa aproveitar as oportunidades do pós-Brexit, incluindo o aumento do comércio com os mercados dos EUA e da Ásia, à medida que o Reino Unido assina os seus primeiros acordos de livre comércio com parceiros globais.

“O [programa] Freedoms transformou as Docklands de Londres na década de 1980 e os ‘portos francos’ farão o mesmo com vilas e cidades em todo o Reino Unido”, disse, citada pela comunicação social inglesa, Liz Truss, ministra do Comércio Internacional.

A Associação Britânica de Portos (BPA, em inglês) informou que está a trabalhar com as partes envolvidas em propostas complementares que apoiem ​​a actividade económica em vários de portos em todo o Reino Unido.

Essas propostas contêm uma série de recomendações no âmbito do planeamento, das companhias e do sistema tributário que podem ser incluídas num modelo de “portos francos” do Reino Unido. Além de Teesport, portos como Milford Haven e Tyne estão em estágio avançado para avaliar essas opções, de acordo com a BPA.

 

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