Depois de ter sido o primeiro porta-contentores reconvertido para GNL, o Wes Amelie, operado pela Unifeeder, será o primeiro a usar gás natural sintético.

Gás natural sintético reduz emissões de CO2

A MAN Energy Solutions e o armador Wessels Marine pretendem demonstrar que o gás natural sintético (GNS) produzido a partir de energia eléctrica renovável pode ser usado com sucesso como combustível para navios. Para tal vão testá-lo num navio operado pela Unifeeder.

A embarcação em causa será o feeder Wes Amelie, com capacidade para 1 036 TEU, que, em 2017, foi o primeiro porta-contentores do mundo a ser adaptado com um sistema de combustível de GNL.

Vinte toneladas das 120 toneladas de GNL que a embarcação normalmente consome numa viagem de ida e volta na rede de feeders da Europa do Norte da Unifeeder serão substituídas por GNS, que as partes indicam ser neutro em termos de impacto ambiental. MAN e Wessels afirmam que as emissões de CO2 por viagem deverão ser reduzidas em 56 toneladas.

Eficaz, mas (ainda) caro

“A reconversão inicial [do Wes Amelie] para GNL precisou de apoio do governo alemão para ser financeiramente viável, mas foi um enorme sucesso para o meio ambiente, na medida em que reduziu drasticamente as emissões”, indica, citado em comunicado, Christian Hoepfner, director da alemã Wessels Marine.

“Como consequência, agora há um programa para se fazerem mais reconversões”, acrescenta o executivo, que admite, no entanto, que os custos de reconversão “ainda são muito altos”. Christian Hoepfner apela, por isso, a governos e reguladores que “trabalhem em conjunto para tornar essa opção viável e disponível para os armadores”.

Um especialista citado pelo “The Loadstar” sustentou que a adaptação do Wes Amelie para GNS pode “facilmente exceder” o valor de mercado do navio, que, segundo dados da VesselsValue, é de 6,7 milhões de dólares (cerca de seis milhões de euros).

 

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