A UPS terá proposto a Bruxelas vender as operações da TNT em 12 países, para assim receber a “luz verde” à compra da operadora europeia. Mas a Comissão dá sinais de querer mais garantias.

De acordo com as notícias vindas a público nos media internacionais, que citam fontes alegadamente conhecedoras do processo, a UPS terá proposto, como “remédios” para garantir a concorrência no sector depois da OPA sobre a TNT, a venda das operações em 12 países e a redução da presença noutros três mercados comunitários.

As notícias não especificam os mercados onde haverá vendas, mas referem sobretudo a Europa de Leste, ao mesmo tempo que garantem que de fora ficarão mercados como Espanha, Itália, França e Reino Unido.

A UPS pretenderá proceder à venda de activos só depois de receber a autorização da Comissão Europeia para concretizar a OPA de 5,2 mil milhões de euros sobre a TNT.

Contudo, o comissário europeu da Concorrência já sinalizou que Bruxelas quer mais garantias, e que nomeadamente pretenderá conhecer os compradores antes de dar o “sim”. Joaquin Almunia deixou bem claro que a venda de activos terá de ser feita de modo a permitir a entrada no mercado de verdadeiros concorrentes, o que pressupõe que tenham capacidade para aceder ao network aéreo, entre outras valências.

Uma saída para o potencial impasse poderia passar pela venda de activos da UPS/TNT à FedEx, mas isso não será muito do agrado da operadora norte-americana.

A decisão da Comissão Europeia sobre a OPA da UPS deverá ser anunciada até 5 e Fevereiro do próximo ano.

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