A UPS está satisfeita com o “bom crescimento” da actividade em Portugal, e por isso pretende incluir o país no plano de investimentos de mil milhões de dólares na infra-estrutura europeia até 2020.

Christoph Atz, responsável da multinacional norte-americana no nosso país, assegurou à “Lusa” que a companhia não sentiu a crise interna, atribuindo o facto à aposta das empresas lusas nas exportações e “à nossa rede global e às soluções que podemos oferecer aos clientes”.

A UPS transporta encomendas de Portugal “para quase todo o mundo”, possuindo clientes nas áreas do retalho, da indústria manufatureira, automóvel, de alta tecnologia e da saúde, acrescentou.

“Há um crescimento muito equilibrado em todas as áreas, quer para os principais parceiros comerciais europeus, como também para a região da Ásia/Pacífico, Américas, EUA e também para África, dadas as ligações do país a Angola e Moçambique”, reforçou CHristoph Atz.

De acordo com o responsável, uma das “áreas centrais” em que a sua equipa tem vindo a apostar em Portugal é a das pequenas e médias empresas (PME), procurando oferecer “soluções e uma proposta de valor à medida” destas unidades.

“Queremos ajudar as PME a crescer até se tornarem grandes empresas, oferecendo soluções à sua medida, e creio que é por isso que temos sido tão bem sucedidos a nível das exportações em Portugal”, sustentou.

A operar no país desde 1993, inicialmente através de um agente, a UPS Portugal tem o seu centro operacional no Prior Velho e sete pontos de acesso no país, dando emprego a cerca de 200 trabalhadores e operando nos aeroportos de Lisboa e do Porto.

A UPS foi, de resto, o primeiro operador integrado (e durante vários anos o único) a deter uma plataforma própria no aeroporto Francisco Sá Carneiro.

Comments are closed.