A UPS propôs a Bruxelas vender as filiais da TNT Express em 17 países europeus, entre os quais Portugal. Bruxelas formalizou hoje o veto à compra da TNT Express pela UPS.

O anúncio, sem efeitos práticos porque entretanto a OPA foi retirada, serve sobretudo para tornar mais explícitas algumas das razões da recusa.

Segundo a Comissão Europeia, o negócio, a concretizar-se-ia, provocaria sérias restrições à concorrência no mercado de transporte internacional de encomendas expresso em 15 estados-membros: Bulgária, Dinamarca, Estónia, Finlândia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Holanda, Polónia, República Checa, Roménia, Eslováquia, Eslovénia e Suécia.

Nesses países, sustenta o Executivo comunitário, sector ficaria reduzido a três, ou mesmo a apenas dois players. Além da UPS, a DHL e, em alguns casos, a FedEx.

No decurso das negociações entre a UPS e os responsáveis da União Europeia, a companhia norte-americana terá proposto alienar as filiais da TNT naqueles 15 países. E ainda vender as subsidiárias em Portugal e Espanha, mas nestes dois casos sujeitos a condições.

Além disso, a UPS comprometeu-se a abrir ao comprador, ou compradores, a sua rede aérea intra-europeia por um período de cinco anos, no caso de aquele, ou aqueles, não serem integrators.

Depois de ouvir os interessados terceiros, a Comissão decidiu que isso não seria suficiente para garantir a concorrência. Até porque os potenciais compradores – e terão sido poucos a mostrarem-se interessados – teriam dificuldades em concorrer com a UPS.

Antecipando o chumbo à operação, a companhia norte-americana decidiu retirar a proposta de compra. E com isso poderá ter aberto o caminho à FedEx para tentar ela compra a operadora holandesa, sugerem alguns analistas.

 

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