A Urbanos aguarda que a Autoridade da Concorrência dê o sim à compra da Groundforce a tempo de assumir a gestão da empresa no início de Julho. Mas o negócio poderá ainda cair por terra, caso o INAC não renove as licenças de operação em Lisboa e Porto.

Fora de causa estará, desde já, o objectivo de atingir o break even operacional ainda este ano. Em declarações à “Lusa”, Alfredo Casimiro, líder do grupo Urbanos, lembrou que esse objectivo assentava no pressuposto de assumirem a gestão da Groundforce logo em Fevereiro, início de Março passado.

Agora, e depois do ok de Bruxelas e do Governo, a Urbanos só deverá assumir o controlo da operadora de handling aeroportuário no início de Julho. Se até lá a Autoridade da Concorrência validar a operação de compra de 50,1% do capital à TAP. “Gostava de deixar uma palavra de apelo à Autoridade da Concorrência no sentido de ser célere para que o assunto se concretize e deixe ser capa de jornais, e nos permitir trabalhar e tornar a empresa forte e saudável”, referiu o empresário.

A celeridade do processo é importante também por causa do concurso para a atribuição das licenças de operação nos aeroportos de Lisboa e Porto que o INAC tem em curso.

Alfredo Casimiro não quer acreditar que a Groundforce não seja a escolhida. “Uma empresa que opera desde sempre no mercado português, que tem as melhores condições, os melhores meios, terá obrigatoriamente de ganhar este concurso. É uma empresa nacional, que conhece o terreno”, referiu a propósito à “Lusa”.

Sem as licenças, a Groundforce “não terá viabilidade, terá de fechar”. E o negócio de compra dos 50,1% à TAP será anulado. A perda das licenças é “uma das condições de regressão do negócio”, que terá sido acordada com a TAP e com o Governo, referiu.

A Urbanos acordou com a TAP a compra da maioria do capital da Groundforce em Dezembro passado, por um valor não divulgado. Assim assuma o controlo da empresa, haverá uma injecção de capital, num montante que Alfredo Casimiro não revela. A compra da Groundforce far-se-á livre de passivo, depois de a TAP ter “limpo” 123 milhões de euros.

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