Desde o início do ano contam-se já quatro descarrilamentos na Linha do Sena, em Moçambique. A Vale e a Rio Tinto desistiram de utilizar a via para escoar o carvão de Moatize mas não têm alternativa viável de transporte.

A linha do Sena, a principal via de escoamento do carvão de Tete para o porto da Beira, está encerrada ao tráfego por causa de sucessivos descarrilamentos, que destruíram mais de dez quilómetros de carris, avança “O País”.

Os acidentes provocaram elevados prejuízos à Vale e a à Rio Tinto, empresas mineiras que extraem o carvão nas minas de Moatize, que viram danificados os seus comboios e perdidas elevadas quantidades de minério.

Ambas optaram por cessar o transporte de carvão e, ao que tudo indica, reduzir ou mesmo interromper a laboração nas minas. No ano passado, a Vale transportou pela Linha do Sena mais de dois milhões de toneladas. A via rodoviária não é uma alternativa.

“O País” não especifica onde os descarrilamentos ocorreram, nomeadamente se foram nos troços intervencionados pelas portuguesas Mota-Engil e Edivisa.

O processo de modernização da Linha do Sena tem sido rico em incidentes, atrasos e prejuízos. As obras, a carga de um consórcio indiano, deveriam ter ficado concluídas em 2009, mas prolongaram-se até 2011, até que o governo de Maputo rescindiu a concessão e assumiu os trabalhos.

A capacidade actual da linha ronda os seis milhões de toneladas/ano, o que ainda assim é insuficiente para as necessidades, Daí que esteja projectada a sua expansão para os 20 milhões. Até porque outras companhias mineiras, para além da Vale e da Rio Tinto, estão interessadas na utilização daquela infra-estrutura.

Comments are closed.