O coordenador europeu para as Auto-estradas do Mar defendeu junto da Comissão de Transportes do Parlamento Europeu a generalização do econobonus, criado pelo governo italiano para favorecer a transferência modal das cargas, da rodovia para o short sea.

Luís Valente de Oliveira defendeu igualmente, perante os deputados europeus, a criação de uma “janela única” para a actividade, onde possam convergir todas as entidades públicas e privadas envolvidas nas AEM. Será essa uma forma de reduzir os constrangimentos logísticos e burocráticos ao desenvolvimento da actividade.

O coordenador europeu sublinhou ainda o interesse crescente dos operadores europeus pelas AEM, bem expresso no número de candidaturas apresentadas à União Europeia, no âmbito do programa Marco Polo, para obter co-financiamento.

Segundo Valente de Oliveira, estão sobre a mesa 14 propostas para criar outras AEM, com um orçamento global de 750 milhões de euros, dez vezes mais que o montante previsto por Bruxelas para este mesmo objectivo.

O coordenador europeu para as AEM, que ao longo do último ano se terá reunido com mais de 300 agentes do sector, propôs ainda aos eurodeputados que favoreçam o investimento na formação profissional nas actividades marítimo-portuárias e logísticas e em comércio internacional, ao mesmo tempo que defendeu incentivos à investigação de combustíveis alternativos.

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