Os interessados na compra da Groundforce já começaram a apresentar as suas propostas, o que faz prever um desfecho para breve, de acordo com o CEO da empresa.

Fernando Melo escusou-se, na entrevista ao “Público”, a identificar os interessados. Limitou-se a dizer serem cinco, entre operadores de handling e fundos de investimento.

No imediato, o negócio só poderá envolver a participação no capital social da empresa que já foi da Globalia, ou seja, 50,1%, mantendo-se os restantes 49,9% na posse da TAP. Mas o gestor da Groundforce antecipa que o mais provável, a prazo, será a venda total da companhia.

No ano passado a Groundforce registou prejuízos de 35,7 milhões de euros. Pior do que em 2009, sendo que a comparação é prejudicada pelo facto de o exercício de 2010 ter 14 meses (para acerto do calendário), e por causa dos custos não recorrentes da extinção da escala de Faro.

Para o ano corrente, Fernando Melo prevê prejuízos de dez milhões de euros, que poderão até ser de apenas cinco milhões caso a administração e os sindicatos acertem um novo Acordo de Empresa no prazo de um ou dois meses.

O CEO da Groundforce insiste em que a empresa não pode manter-se com uma estrutura de custos cerca de 60% mais cara que a da Portway, sua única concorrente no mercado nacional.

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