As vendas de pesados de mercadorias em Portugal mais do que duplicaram em Novembro. Mas o saldo anual ainda permanece negativo.

A antecipação de compras e a renovação contratual de frotas são as explicações avançadas para o resultado de 355 matrículas registado no último mês. Há um ano haviam sido 149.

A Renault Trucks foi a principal responsável pelo “boom”, tendo à sua parte garantido quase um terço do total: multiplicou por oito os números de 2009 e atingiu as 112 matrículas. A Volvo, a crescer 442% para os 65 veículos, e a DAF, a subir 146% para os 69, também estiveram (muito) em alta.

A Mercedes foi a única a destoar neste mercado quase idílico, tendo caído 38% para as 18 unidades. No resto, a MAN avançou 33%, a Scania 50%, a Mitsubishi 25% e a Iveco 55%, mas todos ficaram entre as 15 e as 20 matrículas.

A um mês do final do ano, o mercado nacional de pesados de mercadorias ainda perde quase 8% em termos homólogos, com um total de 2 768 viaturas (2 998 há um ano).

A Renault Trucks é a nova líder de vendas, com 553 veículos (uma subida de 46%), mais 26 que a DAF (a ceder quase 6% em termos homólogos). A Volvo ocupa, destacada, o último lugar do pódio, com 398 registos (menos 6%).

Mesmo a perder 26%, com 281 matrículas a Mercedes deverá ter seguro o quarto lugar do ranking nacional. Mas o quinto posto poderá ainda ficar com a MAN, a Scania ou a Mitsubishi. Os alemães contam 229 matrículas no final de Novembro (mais 1%), os suecos 228 (mais 4%) e os japoneses 222 (menos 6%).

A Iveco, que há um ano era terceira em vendas, com 404 viaturas, fica-se agora pelas 154 (uma quebra de 62%).

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