A culpa é da Venezuela, diz a TAP, justificando os prejuízos de 99 milhões de euros – os maiores desde 2008 – registados em 2015.

TAP

O resultado negativo de 99 milhões de euros hoje anunciado compara com as perdas de 44 milhões de euros registadas em 2014. Mas a transportadora, agora sob gestão do consórcio Atlantic Gateway, justifica a degradação dos números com a contabilização, como perdas, dos 91,4 milhões de euros de receitas retidos pela Venezuela, entre Março de 2013 e Janeiro de 1015 – quando a TAP deixou de “vender viagens naquele país”.

Sem esse impacte negativo, adianta o comunicado, os resultados líquidos seriam negativos em apenas 7,6 milhões de euros.

Em termos operacionais, a TAP registou receitas de 2 398 milhões de euros, inferiores aos 2 481 milhões de 2014, sobretudo por causa do arrefecimento do mercado brasileiro e também, em menor medida, do mercado angolano.

Do lado dos custos de exploração verificou-se também uma redução, de 2 341 milhões para 2 269 milhões, com a ajuda da redução de 138 milhões de euros na factura do combustível.

A TAP fechou o exercício de 2015 com uma dívida de 942 milhões de euros (1 062 milhões no final de 2014), frut0 já de alguns pagamentos com o plano de capitalização da empresa.

 

 

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