O concurso para a melhoria das acessibilidades marítimas do porto de Viana do Castelo será lançado em Setembro, anunciou ontem a ministra do Mar.

Em causa está o aprofundamento do canal de navegação, que permitirá em particular a entrada e saída de maio0res navios no estaleiro da WestSea.

“Em Setembro iremos lançar um concurso para o aumento da profundidade do canal de acesso marítimo ao porto de Viana do Castelo”.  A obra permitirá que aumente para “mais do dobro o número de navios que, potencialmente, podem vir a utilizar esta indústria naval”, disse Ana Paula Vitorino.

A governante, que falava aos jornalistas, em Viana do Castelo, à margem da assinatura de um protocolo entre a câmara local e a empresa NELO M.A.R. Kayaks Lda para a criação de uma base naval de treinos de barcos de vela, disse esperar que “não exista nenhuma surpresa negativa, do ponto de vista ambiental” para que o procedimento possa avançar.

O investimento previsto é de 15 milhões de euros. Paralelamente, a WestSea, concessionária dos estaleiros navais de Viana do Castelo, deverá investir 11 milhões numa nova doca seca.

Acesso rodoviário avança em Junho

Ana Paula Vitorino reafirmou que o concurso para a construção dos acessos rodoviários ao porto de mar será lançado em Junho.

Com 8,8 quilómetros, a rodovia ligará o porto comercial ao nó da A28, em São Romão de Neiva, permitindo retirar o tráfego de pesados do interior de vias urbanas, num projceto concluído desde 2008.

O investimento ronda os 9,5 milhões de euros, suportados pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) e pela Câmara de Viana do Castelo.

Ana Paula Vitorino adiantou que as duas intervenções foram analisadas numa reunião que manteve, ontem, com o conselho de administração da APDL, com a Câmara local e com empresas ligadas ao porto de mar e onde foi analisada a revitalização da marina da cidade.

Revitalização da marina

“Desafiei a APDL, com o apoio da Câmara, para me apresentarem, em Junho, um modelo de negócio que permita lançar um concurso para podermos ter uma gestão profissional da marina”, explicou.

Ana Paula Vitorino disse que “tem de ser um modelo diferente do que foi lançado há dez anos” porque esse “fechou deserto e está desactualizado”.

“Tem de ser uma marina que constitua um valor acrescentado pelos serviços relativamente à oferta que existe em Portugal. É um desafio que temos aqui e que lanço a todos”, disse, escusando-se a definir o modelo de gestão a adoptar.

“Pode ser o lançamento de um concurso para uma gestão privada, mas também pode ser encontrada uma outra forma. Pode haver outra modalidade, nomeadamente uma parceria com algumas entidades que já existem”, afirmou.

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