A Vinci quer elevar a capacidade do aeroporto de Lisboa até aos 25 milhões de passageiros/ano. E só pensa negociar a construção do NAL quando se chegar aos 22 milhões, lá para 2025.

A capacidade-limite da Portela não serão, afinal, os 19 milhões de pax/ano previstos para 2017, nem mesmo os 22 milhões que se admite serem atingidos em 2025. A Vinci aposta mesmo em esticar o aeroporto até aos 25 milhões de passageiros. Para o que se dispõe a fazer alguns investimentos, mas sobretudo espera investimentos ao nível do controlo e segurança aérea.

O aeroporto de Lisboa superou no ano passado, pela primeira vez, a fasquia dos 15 milhões de passageiros/ano. A nova dona da ANA projecta um crescimento médio anual de 2-3% nos próximos anos. Com o que a marca dos 22 milhões só será atingida em 2025.

Só então a Vinci prevê iniciar as negociações com o Governo sobre a construção do novo aeroporto da capital. Um processo que poderá estender-se por quatro anos, diz. O que atira o início da construção para 2029.

O grupo francês, que pagou cerca de três mil milhões de euros pela ANA, pretende agora maximizar os rendimentos e controlar os investimentos. Por isso, prevê investir apenas cerca de 50 milhões de euros/ano na próxima década e chegar a um EBITDA de 50% já em 2018.

Para isso, propõe-se apostar no aumento dos tráfegos (nomeadamente das “low cost”), e também na dinamização dos negócios não-aviação, como as áreas comerciais ou os parques de estacionamento.

Os planos da Vinci para a ANA foram apresentados em Londres, no início do mês, perante investidores internacionais.

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