A IAG ainda não pode cantar vitória na compra da bmi à Lufthansa. A Virgin Atlantic conseguiu convencer os alemães a ouvirem a sua proposta e pode até sair vencedora.

A Lufthansa quer alienar a bmi no início do próximo ano, e para isso chegou a um acordo de princípio com a holding que detém a British Airways e a Iberia. A companhia de sir Richard Branson, também interessada nos “slots” de Heathrow, não se deu por vencida e conseguiu agora ser aceite nas negociações. Em paralelo, bem entendido.

Os “slots” que a bmi detém no principal aeroporto de Londres são o seu mais precioso activo e a causa do interesse da IAG e a Virgin. Analistas do Deutsche Bank avaliam-nos em perto de 660 milhões de dólares.

Com os “slots” da bmi, a IAG passaria a deter 53% dos direitos de aterragem/descolagem em Heathrow. O que é contestado pela Virgin Atlantic, que apenas controla 3% dos “slots” e pretende expandir-se no Atlântico Norte.

No mercado, de acordo com vários media internacionais, assume-se que a oferta da Virgin Atlantic pela bmi será inferior à da IAG. Mas também se diz que uma eventual compra da bmi pela Virgin levantará menos questões de Concorrência. O que acelerará o processo e agradará à Lufthansa, desejosa de se desfazer rapidamente daquele activo.

A venda dos 100% da bmi deverá fazer-se a um preço entre os 263 milhões e os 395 milhões de dólares, consideram os analistas do Deutsche Bank.

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