Na hora de passar o testemunho na presidência da Associação dos Portos de Portugal (APP), Vítor Caldeirinha defende o reforço da estrutura com meios técnicos permanentes, a exemplo do que acontece nas congéneres europeias.

Vítor Caldeirinha

A Associação dos Portos de Portugal reúne amanhã, em assembleia geral, no Funchal, para a eleição dos novos corpos gerentes. Cumprindo a regra da rotatividade, Marina Ferreira, presidente do Porto de Lisboa, será eleita para suceder a Vítor Caldeirinha na presidência.

Em vésperas de passar o testemunho, o também presidente da APSS fez para o TRANSPORTES & NEGÓCIOS o balanço possível do que foi feito e antecipou o que haverá ainda que fazer.

T&N – Que balanço faz do mandato que agora termina?

Vítor Caldeirinha – Foi um mandato muito positivo e participado, com múltiplos grupos de trabalho e todos os portos a trabalhar em conjunto, em projectos comuns, em áreas como a organização, marketing, acompanhamento de concessões, estatísticas, JUP e JUL, LNG, recursos humanos, legislação, etc., etc..

T&N – Quais foram os principais projectos concretizados?

Vítor Caldeirinha – Estes projectos nunca estão concretizados, estão sempre em constante evolução. Mas avançámos muito, concretizando várias etapas em projectos comuns, com o trabalho de todos os portos, na uniformização do acompanhamento de concessões e na gestão de áreas dominiais, na concretização da JUL e do novo modelo de referência da JUP III, na definição das estatísticas conjuntas com a Agepor, na relação e acordo com os sindicatos, na proposta de legislação sobre o tarifário e as concessões, no projeto do LNG, nas feiras conjuntas de cruzeiros e na melhoria dos procedimentos entre os portos da CPLP.

 

T&N – Em particular, como está a evoluir a ligação aos portos da CPLP?

Vítor Caldeirinha – Estão a ser realizados dois estudos pelos grupos de trabalho criados, sobre a agilização de procedimentos e a  marca de qualidade dos portos da CPLP, e na melhoria das ligações marítimas com os armadores. Os avanços nesses domínios deverão ser apresentados no próximo congresso, a realizar no Brasil.

T&N – A APP pode fazer ainda mais pelos portos nacionais? Que desafios se colocam?

Vítor Caldeirinha – Penso que se deve reforçar a estrutura, para termos técnicos em permanência na APP a trabalhar os projectos comuns, em especial nas vertentes da CPLP, JUP III, JUL e marketing. Tal como acontece nas associações congéneres de portos europeias. Sem esquecer o avanço necessário a dar nas compras conjuntas.

 

 

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