Vítor Caldeirinha, enquanto presidente da Associação dos Portos de Portugal, participou numa conferência promovida pela espanhola Puertos del Estado sobre as novas formas de governação dos portos. Na SIL de Barcelona.

SIL

Na base da discussão esteve o modelo de governação landlord-port 2.0, que pressupõe uma maior integração das autoridades portuárias nas cadeias logísticas em termos de governação, bem como novas formas de cooperação, de racionalização e de centralização de decisões estratégicas a nível regional e nacionla.

Vítor Caldeirinha apresentou, a propósito, o trabalho enunciado e/ou já realizado em Portugal, em sede do novo modelo de governação do sector marítimo-portuário, e também no previsto no plano 5+1 e no plano estratégico de transportes e infra-estruturas.

Participaram na conferência representantes dos portos de Espanha, Argentina, México, Colômbia, Panamá e Peru, além de especialistas das Nações Unidas.

 

Lisboa, Setúbal e Sines alinham com a Extremadura

Marina Ferreira, Vítor Caldeirinha e Eduardo Bandeira defenderam em Barcelona as potencialidades dos respectivos portos para servir o hinterland espanhol e em particular destacaram a parceria com a plataforma logística de Badajoz.

No essencial, os administradores dos portos de Lisboa, Setúbal e Sines destacaram a capacidade instalada e as possibilidades de desenvolvimento de negócio que se abrem, desde logo com a parceria com a plataforma logística do Sudoeste e, a seu tempo, com o aumento da capacidade de transporte ferroviário de mercadorias permitido pela anunciada linha em bitola UIC de ligação à fronteira.

Juan Romero, director-geral da plataforma logística de Badajoz, destacou, por seu turno, o crescimento das exportações da região, mesmo em tempos de crise (107% para a América, 51% para a Europa) e, nessa linha, os contactos em curso com os portos portugueses para que as operações logísticas sejam mais fáceis para as empresas da Extremadura. Até porque, sublinhou, as importações da região têm, em regra, pouco valor acrescentado e, logo, não podem suportar custos de transporte muito elevados.

 

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