Questionadas pelo TRANSPORTES & NEGÓCIOS, Volvo e Scania contestaram o recente estudo que aponta lacunas ambientais aos camiões a GNL.

As marcas de camiões baseiam-se na posição das associações para apontarem críticas à análise e afirmarem o combustível GNL como solução do presente que abre caminho aos pesados eléctricos e a pilha de combustível.

O estudo em causa foi feito pela consultora TNO, a pedido do governo holandês, e divulgado pela Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E), que concluiu que os pesados de mercadorias a GNL emitem até cinco vezes mais óxido de azoto (NOx) do que unidades eficientes a gasóleo.

A TNO testou três camiões das marcas Scania, Volvo Trucks e Iveco para chegar àquela conclusão relativa às emissões, em particular as de NOx. Scania e Volvo Trucks, as duas marcas que responderam ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS, contestam o estudo divulgado pela T&E.

Da parte da Auto Sueco Portugal, representante da Volvo Trucks, a gestora de marketing Marta Ramada Leite salienta que o estudo confirma que o construtor cumpre a norma Euro 6, para todos os poluentes incluindo o NOx, e que “nunca foi publicitado” que emitiria menos NOx do que a versão diesel.

“É confirmado que emitimos menos CO2, que coincide com o que argumentamos, principalmente para o transporte de médio e longo curso”, remata Marta Ramada Leite.

A Volvo Trucks destaca uma análise da GASNAM – Associação Ibérica de Gás Natural que arrasa o estudo da TNO e recorda uma análise da Universidade Politécnica de Madrid com base em 30 estudos científicos, que conclui que “o gás natural como combustível garante a qualidade do ar reduzindo até 90% as emissões de NOx e até 75% as emissões de partículas”.

A Auto Sueco Portugal recorda, ainda, a posição da NVGA Europe (Associação de Veículos a Biogás e Gás Natural) sobre a análise divulgada pela T&E, na qual são apontados vários erros ao estudo e é reafirmado que o GNL é uma ferramenta para, no presente, começar a descarbonização do transporte rodoviário.

Já a Scania deu como resposta apenas a posição da NVGA Europe. O secretário-geral da NGVA Europe, Andrea Gerini, considera ser necessário “direccionar as emissões para zero no longo prazo”, mas que importa, também, “encontrar soluções pragmáticas” para os clientes, ecologicamente corretas e também acessíveis.

“As nossas cidades e o nosso ambiente precisam urgentemente de soluções. E as tecnologias de gás natural estão prontas para contribuir já hoje”, aponta.

 

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