O grupo Volvo foi o primeiro a assumir publicamente a possibilidade de vir a ser multado pela Comissão Europeia por alegadas práticas de cartelização.

Em comunicado, o grupo sueco informou ter já 400 milhões de euros provisionados, “o que afectará negativamente o resultado de exploração do segmento camiões no quarto trimestre de 2014”.

A Comissão Europeia informou há dias que “vários construtores de veículos pesados são suspeitos de terem participado num cartel, em violação das regras da UE em matéria de práticas anti-concorrenciais”. Segundo o comunicado publicado a propósito, os construtores em causa terão feito “acordos de preços” ou “coordenado as suas práticas de preços no Espaço Económico Europeu”.

Este processo começou em Janeiro de 2011, quando a Comissão Europeia levou a cabo inspecções-surpresa aos escritórios de vários construtores. O mais recente comunicado de Bruxelas detalha que o envio de uma comunicação de objecções é um passo formal que “não prejudica o resultado da investigação”.

As outras marcas que se acredita também estarem envolvidas na investigação, Scania, Iveco, MAN e Daimler, ainda não reagiram oficialmente.

No limite, as multas aplicáveis aos prevaricadores poderão atingir o 10% do volume de negócios anual.

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