A VW já pode avançar com a “fusão” entre a MAN e a Scania, depois do sucesso da OPA lançada sobre o construtor alemão de pesados. As sinergias estimadas de imediato rondam os 200 milhões de euros anuais.

A VW, que já detinha um pouco mais de 30% do capital da MAN, pretendia apenas ficar com entre 35% e 40%, e por isso ofereceu pouco pelas acções: 59,9 euros pelos títulos preferenciais e 95 euros pelos títulos ordinários. Mesmo assim, acabou com 53,7% do capital e 55,9% dos direitos de voto.

O investimento na OPA ascendeu assim a 3,4 mil milhões de euros. Mas a VW espera ganhar mais do que isso com o negócio. Desde logo com as sinergias possíveis ao nível dos fornecimentos para as duas marcas, avaliadas em 200 milhões de euros anuais.

Mas os planos da VW para os veículos comerciais não se ficam por aqui. Além da posição reforçada na MAN, a companhia detém 45,66% do capital e 70,9% dos direitos de voto da Scania. E, através da MAN, controla ainda mais 13,35% do capital e 17,37% dos direitos de voto no construtor sueco.

A partir daqui quase tudo é possível. Juntas, a MAN, a Scania e a divisão de veículos comerciais da VW constituem o maior produto europeu de veículos comerciais. A estratégia, já se sabe, passa por manter as três marcas independentes.

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