O Departamento de Justiça (DoJ) norte-americano, a American Airlines e a US Airways chegaram a acordo sobre os remédios para viabilizar a fusão das duas companhias, que dará origem ao maior operador mundial.

Para ganhar a aprovação das autoridades norte-americanas, as duas companhias aceitaram importantes concessões. Nomeadamente, cederão à concorrência 52 pares de slots no aeroporto Reagan National, em Washington, e outros 17 pares no nova-iorquino La Guardia.

As duas companhias, ou a nova American, como será denominada, aceitaram ainda desinvestir nos aeroportos de Miami, Chicago, Boston, Dallas e Los Angeles, abrindo espaço para uma maior presença das “low cost”.

A fusão, avaliada em 11 mil milhões de dólares, dará lugar à maior companhia aérea do mundo. Juntas, a American e a US Airways deterão uma quota de cerca de 24% no mercado norte-americano, com um volume de negócios agregado de 38,7 mil milhões de dólares.

Os credores da holding da American Airlines deterão ¾ do capital da nova entidade, ficando o restante nas mãos dos accionistas da US Airways, cujo CEO assumirá a gestão executiva da companhia.

A nova American manter-se-á na aliança Oneworld, o que obrigará a US Airways a abandonar a Star Alliance.

Esta fusão é o último episódio da concentração do sector do transporte aéreo nos EUA, agora com apenas quatro players: a American, com uma quota de cerca de 24%, a Delta (fruto da fusão com a Northwest em 2008) com 22%, a United (fusionou-se com a Continental em 2010) com 19% e a “low cost” Southwest (comprou a Airtran em 2011) com 18%.

A Comissão Europeia já havia dado o seu acordo à fusão, impondo apenas a cedência de slots nas ligações entre Londres e Filadélfia.

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