A sexta edição do WConnecta, que decorre hoje em Madrid, está a ser marcada por uma clara abertura aos mercados de Leste. Após a consolidação da internacionalização preconizada o ano passado, esta edição de 2015 viu reafirmado o mercado polaco e a exposição à Roménia.

Wconnecta 2015

“São mercados muito importantes e que nos interessa explorar, daí que a sua presença seja fundamental” disse Manuel Fontes, area manager da Wtransnet em Portugal ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

“Ano após ano vamos crescendo. Temos clara consciência de que o contacto pessoal, o conhecer as pessoas que estão por detrás de uma plataforma informática é muito importante. E por isso este evento faz cada vez mais sentido”, continuou Manuel Fontes.

A comprovar esta “teoria” estão os números. O evento começou com 40 participantes, na sua primeira edição, o ano passado foi atingida a fasquia dos 500, barreira sobreposta na edição de 2015 com 700 visitantes.

O modelo deste ano da WConnecta não diferiu em muito do das edições anteriores. O conceito continua a ser baseado em “encontros rápidos”, de sete minutos, nos quais os intervenientes têm oportunidade de trocar cartões-de-visita e conhecer pessoalmente outros profissionais do sector. O objectivo, claramente, é criar sinergias e assentar as bases de futuros acordos. A organização conta que este ano 400 pessoas participem nestes encontros, um crescimento de 49% face ao ano anterior.

Outro aspecto a destacar neste evento é a “Networking Cargo Area”, um espaço no qual os participantes se podem encontrar de forma privada e em encontros pré-agendados com 45 companhias de transportes e operadores logísticos. Segundo a organização, é precisamente nesta área que houve, face ao ano passado, um aumento de 30% de encontros.

Depois de Espanha, que continua a ser o país com maior número de empresas aderentes (150), Portugal passou para segundo país mais representado, com 32 participações – no anterior havia sido a Itália –, seguido pela Polónia (18) e Itália (14). No total, 33% das empresas presentes vieram de fora de Espanha e para metade esta é a primeira vez que participa no evento (a maioria no caso de Portugal).

“A presença de Portugal cresceu muito. Após o evento que fizemos em Março, em Lisboa, ficamos com a certeza que as empresas portuguesas já se vêem como ibéricas. Já não encaram o mercado nacional como isolado, abordam-no enquanto ibérico. O internacional já começa a ser além-Pirinéus”, acrescentou Manuel Fontes.

Em declarações ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS, José María Sallés, responsável pela Wtransnet Foundation, salientou o cariz “social” do evento, enfatizando que não é suposto hoje ser o dia de fechar um contrato mas sim o dia de preparar o fecho de muitos contratos.

“Hoje os participantes têm a possibilidade de ficar a conhecer pessoalmente empresas que demorariam meses a conhecer caso não houvesse este encontro. Criamos o evento e os espaços precisamente para que isso aconteça”, sublinhou.

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