O número de contentores perdidos no mar está em queda nos últimos anos, de acordo com o World Shipping Council (WSC). E na verdade, aquele número é muitas vezes  menor do que o indicado o mesmo grupo de lobby das companhias.

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O tema voltou à discussão nos últimos tempos, mas o mais recente relatório do WSC salienta que o problema tem perdido dimensão. “No passado, obter uma avaliação precisa de quantos contentores estavam efectivamente perdidos no mar era um processo altamente especulativo. Durante muitos anos, houve indicações, amplamente divulgadas, mas não fundamentadas e imprecisas, de que a indústria podia perder até 10 000 [contentores] por ano”, refere o relatório.

A publicação do WSC deste ano – os relatórios anteriores foram publicados em 2011 e 2014 – indica que a média anual de 2014, 2015 e 2016 foi de 1 390 contentores perdidos no mar. Esse valor inclui o que a WSC denomina de “perdas catastróficas”, como o acidente em que o navio MOL Comfort se partiu ao meio.

O relatório de 2017 inclui uma perda catastrófica durante o período em análise, a do El Faro, navio con-ro de 40 anos, que afundou tragicamente (matando os 33 tripulantes a bordo) em Outubro de 2015 com 391 contentores e 294 semi-reboques e automóveis. O acidente do El Faro representou 43% dos contentores perdidos nesse ano.

Excluindo “perdas catastróficas”, o número médio de contentores perdidos entre 2014 e 2016 foi de 612, segundo o WSC. Esse número compara com as 350 perdas anuais registadas no relatório de 2011 (675 com “perdas catastróficas”) e com as 733 de 2014 (2 683 catastróficas).

“Embora o número de contentores perdidos no mar represente uma fracção muito pequena do número de contentores transportados por ano em navios, a indústria esforça-se continuamente por reduzir essas perdas. O último relatório mostra que o número médio de contentores que se se terão perdido a cada ano está abaixo das estimativas feitas em 2014”, refere, no relatório, o presidente e CEO do WSC, John Butler.

“Este é um sinal encorajador. O relatório também identifica iniciativas que a indústria está a apoiar de forma activa para aumentar a segurança dos contentores e reduzir ainda mais as perdas”, acrescentou a mesma fonte.

Foi em parte em resposta à perda de contentores em mar aberto que a IMO alterou a convenção Solas para passar a prever a pesagem dos contentores (VGM, na sigla em inglês).

 

 

 

 

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