As cargas europeias com origem ou destino em Portugal aumentaram 24% nos primeiros nove meses deste ano, enquanto os fluxos de transporte doméstico aumentaram 46%, com um aumento de 27% no número de camiões, de acordo com os dados recolhidos pela plataforma Wtransnet.

Camiões

 

Em termos de oferta de cargas de exportação, a Wtransnet realça os casos da Holanda, com um aumento de 144%, e da Bélgica, onde subiram 77%. Também na Alemanha e na Itália, a oferta foi 55,5% e 49% maior, respectivamente, em relação aos primeiros nove meses do ano passado.

O principal destino dos bens portugueses continua, porém, a ser Espanha, que representa 75% das cargas, muito acima da França, que ocupa a segunda posição com 17,5%.

Em termos de importações, as ofertas de frete originárias do resto da Europa e destinadas a Portugal avançaram 32,5%, com a liderança da Espanha, com 44% mais de actividade do que em 2016. França, em segundo lugar, aumentou 23%, enquanto na Itália e na Alemanha o crescimento foi de cerca de 32%.

A boa condição do sector também é mostrada nas ofertas de camiões para exportação, que recuperaram 141%, sendo os principais países de destino a Espanha, França, Polónia e Alemanha. Nas importações aumentaram 31%, com destaque para a Itália e os Países Baixos, com um aumento, respectivamente, de 71% e 90%.

Comentando os resultados, o presidente da Antram, Gustavo Paulo Duarte, sublinhou que “o sector dos transportes de mercadorias continua a ser um espelho da economia, sendo de esperar que, se esta evolui, o mesmo aconteça à actividade das empresas”.

 

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