O Yildirim Group, que acordou a compra da Tertir, está a negociar com a família Saadé a venda da participação de 24% que detém no capital da CMA CGM.

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A ideia é desinvestir num negócio que não é considerado estratégico, e onde não detém o controlo, para concentrar esforços e recursos noutros sectores, desde logo o dos terminais portuário.

Precisamente por isso, a parceria entre o grupo turco e o grupo francês no terminal de contentores de Malta não será afectada pelo separar das águas na CMA CGM.

O grupo Yildirim investiu um total de 600 milhões de euros na CMA CGM, desde 2011, quando a companhia da família Saadé atravessava sérias dificuldades e arriscava mesmo a insolvência. E assim ficou com o equivalente a 24% do capital, em acções e obrigações convertíveis.

Entretanto, a CMA CGM deu a volta por cima e nos últimos tempos tem apresentado resultados francamente positivos. O clã Saadé deverá, assim, retomar o controlo (quase) total da companhia, onde o Estado francês detém uma posição, através de um fundo de reestruturação empresarial.

A intenção de desinvestir na CMA CGM em 2015 já havia sido anunciada no ano passado pelo líder do grupo turco.

Recentemente o Yildirim Group fechou com a Mota-Engil o acordo para comprar os terminais portuários da Tertir (e bem assim a Transitex), com isso garantindo a entrada no top 20 mundial dos operadores de terminais de contentores. Mas o objectivo para o final da década é entrar no top 10.

A venda da posição na CMA CGM, que deverá gerar importantes mais-valias, libertará fundos para reforçar os investimentos em terminais em África e na América Latina, mercados considerados prioritários.

 

 

 

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