A Yilport já detém 100% da TCL, a concessionária do terminal de contentores de Leixões, depois de comprar a posição do Grupo ETE,  apurou o TRANSPORTES & NEGÓCIOS junto de várias fontes conhecedoras do negócio.

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No espaço de um mês, os turcos do Grupo Yildirim garantiram a totalidade do capital da TCL. Primeiro compraram a posição de cerca de 10% controlada por um grupo liderado por Lopo Feijó através da Socarpor, SGPS. Depois, nos últimos dias de Abril, fecharam a aquisição dos cerca de 27% detidos pelo Grupo ETE.A

Lopo Feijó, o histórico líder da concessionária do terminal de contentores de Leixões, cessou funções no final de Abril. Urbano Gomes, que há muito representava o Grupo ETE na empresa, sai no final do mês corrente, depois de amanhã.

Os números do negócio entre a Yilport e o Grupo ETE não são públicos, mas, de novo, ao que o TRANSPORTES & NEGÓCIOS apurou, a proposta turca foi “irrecusável”. E pôs termo a um período de algum desconforto entre os accionistas, dadas as diferentes culturas e perspectivas do negócio.

Com a compra, a Yilport fica a deter 100% do capital da TCL, incluindo aí os 5% que estão na posse da própria TCL.

Mudanças na administração

Com as saídas de Lopo Feijó e Urbano Gomes, a TCL perde os seus dois administradores executivos, o que obrigará a refazer o elenco, pelo menos até à próxima assembleia geral anual.

Carlos Silva, director da Yilport Ibérica,  foi entretanto cooptado para a administração, e assumiu também a posição de presidente da concessionária do terminal de contentores de Ferrol (detida a 100% pela TCL).

Paulo Moutinho Neves é o outro director da Yilport Ibérica, não se sabendo se será agora ele a tomar o lugar vago.

Recorde-se que a TCL tem em mãos um investimento de 43,3 milhões de euros na expansão da capacidade do Terminal de Contentores Sul de Leixões, no âmbito do acordo de renegociação da concessão negociada com o Estado/APDL.

O contrato definitivo poderá ser assinado já em Junho, avançando os trabalhos logo em Julho.

Grupo ETE com liquidez reforçada

Com a venda da sua posição na TCL o Grupo ETE terá encaixado umas dezenas de milhões de euros, que poderá aplicar, por exemplo, numa eventual candidatura ao anunciado terminal de contentores do Barreiro.

O grupo português nunca escondeu o seu interesse no projecto, nem a disponibilidade para embarcar num consórcio com um parceiro estratégico estrangeiro.

Agora com dinheiro fresco no banco, a sua capacidade de “ir a jogo” aumenta também consideravelmente, pois não será já apenas know-how que poderá aportar ao empreendimento.

 

This article has 2 comments

  1. MANUEL MONTEIRO

    Nasce uma nova empresa em Leixões e espero com outra mentalidade, para se acabar de vez com vícios e algumas mordomias instaladas, que por vezes só prejudicam quem trabalha.

  2. antonio carlos

    Lamentavelmente este sr. monteiro não se enxerga
    se fosse com a mentalidade deste sr. o porto de Leixões não estava na posição que está a nível europeu
    Este tipo de pessoas só servem para destabilizar
    Deite-se a afogar arroaçeiro