Num comunicado em que reafirmam o seu empenho no desenvolvimento dos terminais do grupo em Portugal e Espanha, os turcos da Yilport Holding deixam críticas à gestão e aos accionistas anteriores.

Porto de Lisboa

Referindo-se aos investimentos realizados e previstos, Christian Blauert, CEO da holding, que assina o comunicado, dá o exemplo do “investimento no terminal em Leixões, o qual não foi acordado há um ano atrás pelo antigo grupo de accionistas”. E contrasta: “Agora, a Yilport assinou a extensão da concessão para o terminal e irá investir 43,4 milhões de euros nos próximos anos. A capacidade a ser alcançada será de 900 mil TEU por ano, considerando todo o equipamento e tecnologia investida”.

Criticada é também a forma como foi gerida a crise laboral no porto de Lisboa pelas empresas do grupo. O comunicado refere “a prolongada discussão entre a gestão/administração das empresas e o sindicato em Lisboa, o que resultou numa grande perda de confiança por parte dos clientes, bem como uma perda de negócios nos terminais de Lisboa nos últimos anos antes da aquisição”.  Agora, “a Yilport está a tentar implementar uma base de comunicação mais profissional entre o sindicato e a administração. O objectivo é a troca de informação, discutir pontos de vista individuais e quando for possível encontrar soluções para os conflitos que possam surgir devido à natureza dos interesses, que são distintos, de ambas as partes”.

Críticas merece ainda “a pouca atenção – por parte dos anteriores accionistas – dada ao investimento em tecnologia”, o que está a resultar “num grande desafio que está a ser enfrentado pelas equipas operacionais para alcançar, através do equipamento existente nos terminais, aqueles que são considerados os padrões normais no sector industrial portuário, quer a nível de qualidade, quer a nível de fiabilidade”.

Planeamento centralizado

No domínio dos investimentos, e para além do já referido na concessão do TCL em Leixões (que entretanto foi o primeiro a adoptar a marca Yilport, passando a apresentar-se como Yilport Leixões), o comunicado destaca a projectada implementação do “software NAVIS para as operações em Portugal e Espanha”, que será feita “em combinação com o conceito de planeamento centralizado, denominado: “Global Logistics Center (GLC)”, o qual é semelhante ao que o Yilport já instalou noutros locais”.

“O GLC permite uma conexão em tempo real entre aqueles que fazem o planeamento e os operadores nos terminais, ao utilizar um só centro, um sistema e uma equipa. Vários terminais a trabalhar em conjunto significam um serviço de planeamento de alta qualidade. O GLC será o primeiro centro de gestão para o planeamento e controlo das operações na Península Ibérica. Será também responsável por um serviço de atendimento centralizado. Devido ao GLC, Portugal estará entre os principais grupos operacionais portuários globais com centros de planeamento centralizados. Esta melhoria tecnológica e organizacional irá trazer a capacidade de gerir terminais tanto fora de Portugal, como operações YILPORT localizadas em Espanha ou América do Sul”, detalha o comunicado.

Assumindo o objectivo de que “os portos portugueses voltem a ser novamente os principais portos e centros para a movimentação de carga que entra e sai da região Ibérica, passando pela Europa e a Ásia, assim como pelas linha de comércio transatlânticas”, a Yilport destaca o estabelecimento da “nova equipa de gestão regional na capital Lisboa” e anuncia para os “próximos meses” uma “especial atenção à equipa de vendas e marketing, que se encontram focadas na estratégia para conhecer explicitamente as zonas interiores dos portos (hinterland), e as necessidades de todos os clientes que têm carga”.

A rematar o comunicado, o CEO Christian Blauert assegura que a “Yilport favorece o diálogo estreito com todas a partes interessadas – sejam elas os seus investidores, funcionários, sindicatos ou comunidades locais e administrações. A transparência é o um dos princípios assumidos pela empresa em todos os locais onde a Yilport opera”.

E garante: “A Yilport está muito satisfeita com a sua presença no Portugal, e espera também poder reposicionar o país nas rotas comerciais do Atlântico”.

 

Comunicado Oficial 

A YILPORT HOLDING, subsidiária do Grupo YILDIRIM, com sede em Istambul, mundialmente reconhecida como sendo o Operador Portuário Internacional em mais rápido crescimento, assinou em 2015 um contrato com o Grupo Português MOTA-ENGIL, de forma a adquirir todas as suas operações portuárias administradas pela sua então subsidiária TERTIR. A YILPORT HOLDING assumiu as operações em 2016, e tornou-se a maior investidora internacional em Portugal nos últimos 5 anos.

O sucesso, bem como o crescimento e reconhecimento internacionais da Yilport tem os seus fundamentos, sendo que esses podem ser testemunhados em todas as suas atividades. A Business Excellence, é uma filosofia que enfatiza todos os esforços nas operações globais da YILPORT. A subsidiária do Grupo YILDIRIM compromete-se a trazer a excelência a todos os terminais, dentro do seu portfólio. Considerando o seu crescimento dinâmico, a YILPORT funde a sua identidade global com o know-how local e a orientação para o cliente.

No seguimento da atividade comercial ibérica, o grupo YILPORT acredita firmemente no futuro do crescimento regional, bem como no desenvolvimento comercial próspero, enfatizando um forte compromisso com a região. Isto materializa-se nos investimentos e projetos já feitos, e nos que serão efectuados no futuro. Um exemplo disso é o Investimento no terminal em Leixões, o qual não foi acordado há um ano atrás pelo antigo grupo de acionistas. Agora, a YILPORT assinou a extensão da concessão para o terminal e irá investir 43,4 milhões de euros nos próximos anos. A capacidade a ser alcançada será de 900 mil TEU por ano, considerando todo o equipamento e tecnologia investida.

Também visto como uma das mais importantes expansões organizacionais em 2017, é o lançamento do escritório regional de Lisboa. A equipa aqui localizada – equipa YILPORT IBERIA – é responsável pela gestão de todas as atividades em Portugal e Espanha. Com a visão regional do nosso negócio, a YILPORT pretende que os portos portugueses voltem a ser novamente os principais portos e centros para a movimentação de carga que entra e sai da região Ibérica, passando pela Europa e a Ásia, assim como pelas linha de comércio Transatlânticas. Além disso, ao estabelecer-se a nova equipa de gestão regional na capital de Lisboa, pretende-se também integrar a YILPORT IBERIA nas redes de comunicação locais, as quais são bastante intensas e relevantes em Portugal.

Apesar da forte foco para desenvolver o negócio na região, a YILPORT encontrou alguns desafios esperados e também inesperados, em Portugal. Um destes desafios foi a prolongada discussão entre a gestão/administração das empresas e o sindicato em Lisboa, o que resultou numa grande perda de confiança por parte dos clientes, bem como uma perda de negócios nos terminais de Lisboa nos últimos anos antes da aquisição. Tal como acontece noutros locais, após a sua chegada, a YILPORT está a tentar implementar uma base de comunicação mais profissional entre o sindicato e a administração. O objectivo é a troca de informação, discutir pontos de vista individuais e quando for possível encontrar soluções para os conflitos que possam surgir devido à natureza dos interesses, que são distintos, de ambas as partes. Devido ao forte impacto dos conflitos nas operações de Lisboa, foi dada uma maior prioridade a este porto, sendo de notar que a Yilport se tem de manter neutra no que diz respeito às questões sindicais, para que os sindicatos Leixões e outros portos possam ser tratados da mesma forma.

Uma outra adversidade que pode ser referida foi a pouca atenção – por parte dos anteriores accionistas – dada ao investimento em tecnologia, o que está a resultar numa grande desafio que está a ser enfrentado pelas equipas operacionais para alcançar, através do equipamento existente nos terminais, aqueles que são considerados os padrões normais no sector industrial portuário, quer a nível de qualidade, quer a nível de fiabilidade. Tendo em conta este aspecto, está a ser dada especial atenção, por parte das equipas de gestão, a todas as possibilidade que permitam melhorar a segurança, tendo em conta os padrões internacionais.

Não obstante, tal como a equipa da YILPORT é conhecida, todos estes desafios estão ou serão ultrapassados, e não só soluções, como também sistemas, estão a ser criados para que estes desafios possam ser facilmente superados. O objectivo é garantir o crescimento futuro e trazer negócios rentáveis para a YILPORT em Portugal, tal como para com os nossos parceiros e outros stakholders no setor portuário e logístico.

Entre os investimentos que serão efectuados, a YILPORT planeia implementar o software NAVIS para as operações em Portugal e Espanha. Este sistema é usado entre os maiores e os mais eficientes portos e terminais do mundo. A implementação deve ser realizada em combinação com o conceito de planeamento centralizado, denominado: “Global Logistics Center (GLC)”, o qual é semelhante ao que o YILPORT já instalou noutros locais. A YILPORT já foi mesmo distinguida com o “Prémio de Excelência” na categoria Inovação com “Global Logistics Center” pela NAVIS. O GLC permite uma conexão em tempo real entre aqueles que fazem o planeamento, e os operadores nos terminais, ao utilizar um só centro, um sistema e uma equipa. Vários terminais a trabalhar em conjunto significam um serviço de planeamento de alta qualidade. O GLC será o primeiro centro de gestão para o planeamento e controlo das operações na Península Ibérica. Será também responsável por um serviço de atendimento centralizado. Devido ao GLC, Portugal estará entre os principais grupos operacionais portuários globais com centros de planeamento centralizados. Esta melhoria tecnológica e organizacional irá trazer a capacidade de gerir terminais tanto fora de Portugal, como operações YILPORT localizadas em Espanha ou América do Sul.

Nos próximos meses, será também dada especial atenção à equipa de vendas e marketing, que se encontram focadas na estratégia para conhecer explicitamente as zonas interiores dos portos (hinterland), e as necessidades de todos os clientes que têm carga. A YILPORT tem como objectivo expandir a logística no hinterland e oferecer aos nossos clientes melhores serviços, e de serviços de valor acrescentado. O desafio aqui é crescer e fortalecer o compromisso com Portugal. A YILPORT procura oferecer serviços re-desenhados e infraestruturas modernas com recursos técnicos e humanos de alto nível, capazes de realizar volumes crescentes. As operações da YILPORT IBERIA estão a competir com os mais importantes portos e terminais Ibéricos, tais como como Sines, Valência, Algeciras e outros.

À semelhança do ocorre em todas as nossas operações, a YILPORT HOLDING tem como objectivo criar e aperfeiçoar instalações polivalentes de excelência, a uma escala internacional. Esta visão é impulsionada pela estratégia de crescimento da empresa, para se tornar um dos 10 principais operadores globais em 2025. Assumindo-se como inovadora, uma das características da YILPORT e um dos fatores-chave para o sucesso, a subsidiária do GRUPO YILDIRIM tem as melhores práticas de negócios e tecnologia de ponta disponíveis. A YILPORT trabalha com os melhores fornecedores mundiais, e junta-se aos maiores investidores do mundo. A YILPORT favorece o diálogo estreito com todas as partes interessadas – sejam elas os seus investidores, funcionários, sindicatos ou comunidades locais e administrações. A transparência é o um dos princípios assumidos pela empresa em todos os locais onde a Yilport opera.

A YILPORT está muito satisfeita com a sua presença no Portugal, e espera também poder reposicionar o país nas rotas comerciais do Atlântico.

Novembro 2017

Christian Blauer

YILPORT Holding CEO

 

 

 

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  1. Todos sabem que há pórticos de cais que podem e devem receber “upgrade” muito mais barato e rápido implementar para passarem de single a twin Além disso têm que dragar para ficarem no mínimo com calados de – 16 m para fazer face concorrência dos portos espanhóis do norte, a começar na Galiza e até ao país Basco. Também têm já que planear o longo prazo no terminal contentores de Aveiro com área de expansão quase ilimitada como acontece em Sines !