A Yilport Leixões pondera voltar a reduzir o tempo de armazenagem livre dos contentores, a partir do início do próximo ano, adiantou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS o director geral do terminal.

Yilport Leixões quer reduzir o tempo de armazenamento livre dos contentores

Actualmente, depois da redução implementada este ano, o tempo grátis de permanência dos contentores no terminal da Yilport Leixões é de seis dias (ou de cinco+1, sendo o mais um o dia da operação do navio). Antes era de sete. A concessionária pretende agora reduzi-lo para cinco.

A redução já implementada “está a surtir o efeito desejado – reduzir o tempo médio de estadia dos contentores em terminal -, mas atendendo ao actual volume movimentado e ao desenvolvimento da obra de ampliação do TCS, a medida peca por escassa, pelo que, muito provavelmente, no início de 2019 o período de armazenagem livre passará novamente a ser de 5 dias”, adiantou Nuno David Silva ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

Todavia, os efeitos poderiam ser ainda mais positivos. “Temos operacionalizado a portaria todos os sábados e feriados para permitir o levante de carga. Lamentavelmente, este nosso esforço não está a ser acompanhado pelos recebedores e transportadores, que não têm aproveitado esta nossa flexibilidade”, sublinha aquele responsável.

As obras de ampliação do Terminal de Contentores Sul (TCS) são, de novo, o principal motivo invocado para a redução do “free time”.

Os trabalhos “já estão a decorrer desde Agosto do ano corrente”, mas a “construção dos três novos parques – o buraco grande que todos querem ver, destaca Nuno David Silva – arrancará no início de 2019”. Com ela aumentarão os actuais constrangimentos “e por essa razão vai ser imperioso reduzir o período de armazenagem livre”.

Operadores mantêm oposição

A intenção da concessionária do terminal de contentores de Leixões deverá voltar a esbarrar na oposição dos parceiros da comunidade portuária, e desde logo dos agentes de navegação.

Ao que o TRANSPORTES & NEGÓCIOS apurou, a AGEPOR ainda não deu por encerrado o “caso” da última redução do tempo de permanência livre dos contentores no terminal de Leixões, continuando a insistir junto da concessionária e da APDL para que o prazo original dos sete dias seja mantido.

Na verdade, e descontados os efeitos da crise laboral em Lisboa e Setúbal na operação de Leixões, os agentes de navegação continuam a não “comprar” o argumento da necessidade de libertar espaço para realizar as obras de ampliação do terminal.

 

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