A Liscont (Grupo Yilport) vai investir 122 milhões de euros no terminal de contentores de Alcântara, e em contrapartida fica com a concessão até 2038 (menos quatro anos que o previsto).

Chegou ao fim o processo de renegociação do contrato de concessão do terminal de contentores de Alcântara. A Administração do Porto de Lisboa e a Liscont (Grupo Yilport) assinaram hoje o memorando de entendimento que deverá por termo a uma “maratona” iniciada ainda a actual ministra do Mar era secretária de Estado dos Transportes.

O acordo prevê que a concessionária invista 122 milhões de euros no terminal, maioritariamente (93,5 milhões de euros) em equipamentos de movimentação de cargas.

Já em 2020 e 2021, a Yilport Liscont deverá aplicar 44,1 milhões de euros, destacando-se a aquisição de dois novos pórticos de cais e seis novos pórticos de parque.

Pelo acordo, a concessionária compromete-se também a investir 26,5 milhões de euros em infra-estruturas e dois milhões em infra-estrutura tecnológica.

Em contrapartida, o contrato de concessão mantém-se até 2038, quatro anos menos do que o originalmente contratado entre a APL e a Liscont (então ainda controlada pela Tertir, do grupo Mota-Engil).

O terminal de contentores de Alcântara movimenta mais de 40% do total da carga contentorizada manuseada no porto da capital.

A ministra do Mar, que presidiu à cerimónia de assinatura do memorando de entendimento, destacou a  importância da modernização do Terminal de Contentores de Alcântara, como sendo vital para a sua afirmação como um terminal portuário de referência num sector de actividade altamente competitivo como é o mercado da carga contentorizada.

APAT saúda acordo

A APAT foi a primeira a saudar o desfecho do processo negocial.

“Após tantas notícias menos boas, depois de Leixões, eis que surge uma excelente noticia sobre o Porto de Lisboa e que a APAT congratula. Aparentemente o Memorando de Entendimento hoje assinado consagra oficialmente o «consenso alcançado no processo de Renegociação do Contrato de Concessão do Terminal de Contentores de Alcântara» o que deixa a APAT satisfeita pois este investimento na expansão da infraestrutura e equipamentos deverá igualmente permitir melhorar as acessibilidades terrestres que são fundamentais para um bom desempenho do Porto.”, refere a associação dos transitários, em comunicado.

“É nossa expectativa que a prorrogação do prazo agora acordado venha permitir estabilizar a actividade, promovendo a confiança de todos os parceiros e utilizadores do Porto.”, acrescenta.

A associação sublinha ainda, com agrado, que “em breve teremos noticias, finalmente, sobre a ampliação do Porto de Sines o que vem dotar o País de uma infra-estrutura portuária mais moderna, eficiente e facilitadora do comércio Internacional”.

 

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  1. luís pereira

    Não faz qualquer sentido económico / financeiro tinha negociado ampliação das concessões que já tem em Leixões ou em Setúbal onde terá futuro e rentabilidade porque todos sabemos que a LISCONT é 1 buraco sem fundo ou seja não tem condições para crescer mais.